Beer Train: o passeio dos sonhos de todo cervejeiro!

O Beer Train é um passeio de trem promovido pela famosíssima Cervejaria Bodebrown. O trajeto do passeio, que atravessa a Serra do Mar com paisagens belísssimas e liga Curitiba a Morretes, já é feito normalmente, por uma empresa turísitca ferroviária. Mas quando há o Beer Train, que ocorre cerca de quatro vezes ao ano, um vagão do trem é separado apenas para o evento, onde são servidas as cervejas da Bode (e/ou de cervejarias convidadas também), queijos, pães e outros quitutes.

A gente já sabia da existência do passeio, mas não imaginávamos, quando compramos passagens para passar um fim de semana em Curitiba, no último mês de setembro, que haveria uma edição justamente na data em que estaríamos lá! Coincidência, destino??? Não sei ao certo, mas a gente não poderia deixar de ir, né?!

Gente, se a ideia de um passeio de trem com belas paisagens e excelentes cervejas te parece boa, preciso dizer: a realidade é muiiiiito melhor! Nós simplesmente amamos o Beer Train, foi sensacional! O clima é muiiiito gostoso (começou com todo mundo meio tímido, mas passou meia hora e a galera já tava toda entrosada), ao som de clássicos do rock’n’roll, atendimento simpaticíssimo do pessoal da Bodebrown (que simplesmente não te deixam parar de beber, é sério isso, rs!), paisagens de tirar o fôlego e queijos e pães deliciosos para harmonizar com as brejas (no dia também recebemos pretzels, trufas de chocolate e azeitonas saborizadas). Ah, de repente, entra no vagão uma banda com sanfoneiro e gaiteiro de fole, todos vestidos de escoceses e tocando músicas típicas, é muito legal!

Resumindo: valeu cada centavo gasto! É barato? Então, pagamos 370 reais por pessoa (valor atual: 397 marcelas)…. Mas se você ama cervejas especiais e tem o hábito de comprá-las e bebê-las com frequência, vai por mim, o passeio vale o que custa ou até mais. Sem falar que quando se chega em Morretes, que é uma pequena cidade histórica super fofa, tem um almoço típico incluído no pacote. O all inclusive é apenas na ida, que dura cerca de 3h45, pois a volta a Curitiba é feita de ônibus executivo, e é bem mais rápida, cerca de 1h45. Isso acontece porque as paisagens mais belas são as do trajeto de ida, quando o trem desce a Serra do Mar e consegue adquirir mais velocidade, que mesmo assim é bem pouquinha, dá pra tirar fotos tranquilamente (mas cuidado pra não deixar o celular cair pela janela!). O retorno seria muiiito mais lento e menos interessante, se fosse feito de trem também. Se bem que se incluíssem mais cerveja… hahaha!

Em tempo: a próxima edição do Beer Train será no dia 04/03/2017, para mais informações clique aqui. Que tal aproveitar a ideia da Maria Cevada e já emendar o Beer Train com o Festival Brasileiro da Cerveja na semana seguinte? Dá um belo de um roteiro cervejeiro!

Então vamos às fotos?! Ah, prometo liberar em breve um videozinho também 😉

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Lisboa para Cervejeiros

Acabou nosso roteiro pelo Alentejo e depois de tanto vinho, já era hora de voltar para nossa velha e amada conhecida: a cerveja! Como eu disse antes, após 3 dias no Alentejo, fomos passar mais 3 dias em Lisboa, cidade que estávamos visitando pela terceira vez. A vantagem disso é que os principais pontos turísticos de lá já haviam sido “ticados” da lista, ou seja, bora focar na cerveja (e nas comidinhas também haha) e ser feliz.

Portugal é um país onde tradicionalmente se produz e se bebe muito vinho, sendo o cenário das cervejas especiais ainda incipiente por lá, mais do que no Brasil até. Saímos daqui com uma pequena lista de cervejarias e bares cervejeiros para conhecer e, olha, nos surpreendemos, viu? Provamos muita coisa boa! Vamos então começar a listar os sítios onde vocês, cervejeiros, vão se encontrar em terras lisboetas.

The Beer Station

Uma loja que só vende cervejas portuguesas, a The Beer Station fica num largo mais escondido, mas logo atrás da região do Rossio, na praça Dom Pedro IV, ponto central e bastante turístico de Lisboa. Tem uma variedade bem boa de cervejas expostas nas prateleiras, uma boa parte delas gelada no freezer e uma chopeira pequena, com dois bicos. É possível sentar e beber nas poucas mesas existentes, beliscando umas azeitonas, mas o foco aqui é mais outro: comprar cervejas e levar para o hotel, apartamento e/ou trazer na mala, claro. Ponto positivo para a localização central. Nossa breja predileta provada lá foi a Urraca Vendaval, da Cervejaria Oitava Colina. Que IPA, senhores! Uma garrafa foi importada e tá na geladeira de casa (por enquanto rsrs).

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Duque Brewpub

O Duque fica no Chiado, região que, junto com o Bairro Alto e Cais do Sodré, formam o centro da noite lisboeta. Localizado a 5 minutos de caminhada do apartamento que alugamos, recebeu duas visitas nossas, hehe. É um brewpub, que possui uma minicervejaria atrás dos balcões, a Aroeira (peça para ver, o pessoal foi muito simpático nos mostrando tudo), cerca de 10 torneiras e muitas garrafas geladas também, só nacionais. Nossas prediletas lá degustadas foram a black IPA da Mean Sardine e a Russian Imperial Stout, da …… Destaque para o atendimento super simpático do pessoal e para o pão alentejano delicioso que eles servem. Sim, nós saimos do Alentejo, mas o Alentejo não saiu de nós.

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Cerveteca

A Cerveteca fica num bairro que não é taaãao turístico e que ainda não conhecíamos, mas que gostamos muito, o Príncipe Real (tem construções lindas, um belo jardim de mesmo nome e lojinhas super cool). Ao que parece, a Cerveteca é um dos mais antigos sítios em Lisboa a comercializar brejas especiais. Possui ótima seleção de cervejas em garrafas e, diferente dos locais anteriores, muitos rótulos internacionais, com preços mais razoáveis do que os praticados no Brasil (mesmo com o euro a quase 4 reais. Brasil, por que tão caro, né? Affff). E, de quebra, encontramos aqui belas 12 torneiras, pra você sentar e beber à vontade, petiscando um enlatado português, como um típico lisboeta faria.

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 Tap Room da Cervejaria Dois Corvos

A Dois Corvos é uma das cervejarias artesanais mais antigas de Lisboa (ou a mais?) e possui, na própria fábrica, um tap room bem bacaninha. Uma boa dica é incluir uma passada lá vindo ou indo para a região do Parque das Nações/Aeroporto, pois o local não fica em uma zona tão interessante da capital portuguesa. Fomos num horário bem tranquilo, por volta das 15h00, mas bebemos menos opções do que gostaríamos (lá não aceitava cartão de crédito internacional e estávamos sem dinheiro e o caixa mais próximo não era tão próximo assim…). Há 12 torneiras no local, no dia havia apenas uma cerveja convidada, algumas opções em garrafa da linha própria, growlers para vender e a opção de encher o seu e levar pra casa. Quem ganhou destaque por lá foram as azedinhas (adoro!): uma gose com flor de hibiscus, que estava on tap,  e a sour “Hello Nasty”, provada em garrafa (por que não trouxe outra na mala? Por quê???). Ah, nosso coração ficou partido também porque havia muitos barris carregados de cerveja por lá, mas que só sairiam dali na semana seguinte…

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Time Out – Mercado da Ribeira

O Time Out não é um bar de cervejas especiais, mas resolvi incluí-lo na lista pelo seguinte: é o nosso lugar queridinho em Lisboa! O Time Out é um mercado que foi revitalizado e reaberto há uns três anos, sob a curadoria da Revista Time Out. É um espaço subdividido em pequenos “estandes-restaurantes”, com serviço do tipo compre no caixa, pegue sua senha e busque o pedido, mas o diferencial é que esses espaços são geridos por alguns dos melhores chefs de Lisboa. Sem contar que há também padaria, charcutaria e queijaria, hamburgueria, loja de vinhos, de souvenirs… Tudo de muita qualidade, num lugar que é mega descontraído (as mesas são altas, com banquetas e comunitárias. Amo mesas assim!), fica aberto praticamente o dia todo e recebe muitos eventos legais, presenciamos uma aula de dança coletiva e o lançamento de uma exposição de imagens com artistas portugueses contemporâneos. Bom, mas tem cervejas? Então, tem sim, mas somente a seleção 1927 da Super Bock, linha especial da cervejaria que seria pra gente o equivalente à “Bohemia”, pois pertence a um grande grupo (Carlsberg) e domina o mercado cervejeiro português. Provamos todas as cervejas dessa linha, achamos razoáveis, mas a bohemian pilsner surpreendeu mais. Vale ir ao Time Out pelo espaço (e como vale!) e também porque acho que vale provar o que uma grande cervejaria portuguesa anda criando pata atingir os consumidores mais exigentes de cervejas. Ou algum cervejeiro aí não provou nenhuma das “cervejas especiais” da Bohemia? Duvido, hehe!

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Esses foram os locais que visitamos em Lisboa, mas também estava na lista e não deu tempo: Zymology, que é uma loja de cervejas, o bar Lisbeer e a hamburgueria Ground Burguer. Abaixo segue um mapa com todas esses lugares citados, visitados ou não e, na sequencia, outro mapa das cervejarias artesanais de Portugal, que encontrei nas minhas pesquisas pelo Google. Espero que tenham gostado das dicas e, qualquer dúvida, ou se tiverem mais locais a acrescentar, é só escrever um comentário pra gente!

Precisamos falar sobre o Alentejo – Parte III: Estremoz

Último dia de viagem pelo Alentejo e o destino que escolhemos para essa terça-feira foi a pequena cidade de Estremoz, com cerca de oito mil habitantes. Como tínhamos apenas três dias na região, dedicamos o primeiro dia a Évora, o segundo a Monsaraz e o terceiro a Estremoz. O Alentejo, como citei no primeiro post da viagem, é uma região grande (para os padrões europeus rs), e pelo tempo que dispúnhamos, resolvemos ficar na parte central, muito embora tenha ficado uma vontade imensa de conhecer também as partes norte e sul. Para quem se interessou pela região, acredito que  em uma viagem de uma semana isso seja possível, sem muita pressa.

Pois vamos então a Estremoz, destino escolhido para o nosso útlimo bate-e-volta, por ficar há pouco menos de 50km de Évora, mas também por duas razões: a vinícola Tiago Cabaço Wines (o nome é engraçado, né? hahaha) e o Restaurante Mercearia Gadanha.

Depois de zapear pela internet em busca de quais vinícolas visitar no Alentejo, a Tiago Cabaço me despertou muita curiosidade: é uma vinícola jovem, moderna, gerida por um proprietário de apenas 32 anos, mas que já conta com grande respeito e premiações no mundo do vinho. Ainda no Brasil, agendei uma visita por e-mail, tendo sido muito bem atendida. Escolhemos a prova de 12€, em que são servidos 4 vinhos à escolha do visitante, dentre todos os da adega, mas havia também a opção de uma prova de 6€, em que você escolhia 3 vinhos das linhas básica e intermediária da vinícola.

Chegamos à vinícola às 10h30 e para nossa felicidade a visita seria exclusiva, só nós dois, taí a vantagem de viajar em baixa temporada e no meio da semana, hehe! A atendente nos contou a história do Tiago, que é filho de um casal de produtores tradicionais de vinho na região. Ok, ele deve ter tido uma ajudinha dos pais, nem que seja em relação ao know-how, mas não dá pra tirar o mérito do garoto, que com vinte e pouco anos quis um terreno só pra ele, para produzir seus próprios vinhos, que possuem rótulos modernos e minimalistas, nomes modernos (.com, .blog, .beb… quer nomes mais atuais?) e uma qualidade incrível! A vinícola é lindíssima, com instalações ultra-modernas, tem um prédio com design super moderno (já falei moderno mil vezes, né? Mas é o que mais me vem em mente quando penso nessa vinícola), fica aos pés da cidade de Estremoz, com vista para o castelo (acho que todas as cidades alentejanas têm um castelo rs). Ah, o Tiago produz também uma marca de gim. Queridos, mais moderno que isso, impossível! E sobre nossa recente paixão pelo gim, eu conto no post de Lisboa, mais pra frente  #ginlovers .

Pois bem, a degustação foi super gostosa, sem pressa, amamos os vinhos e trouxemos pra casa um branco da linha .com, que custou incríveis 4€ (custo-benefício surreal) e um tinto bivarietal (produzido com as duas melhores castas de uva do ano da colheita) da linha blog, que é a linha mais premiada (e cara) da vinícola. Aqui resolvemos fazer uma pequena extravagância e pagar 25€ num vinho que adoramos (em terras tupiniquins, custa 240 temers), e que possui alto potencial de guarda e envelhecimento, vamos abrir, tipo assim, quando nosso primeiro filho nascer, hehe! Valeu muitíssimo a visita, arrependi mortalmente de não ter comprado mais vinhos da linha básica e de também não ter trazido o gim, mas vamos às fotos.

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Área de produção: tudinho em aço inox
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Sala de degustação: olhem essa vista!
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Os vinhos blog
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Entrada do prédio, que tem formato em meia lua, design que se repete em alguns rótulos também
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Parte das uvas utilizadas na produção e o Castelo de Estremoz lá no alto da montanha, ao fundo
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Gin “Friends”, também produzido pelo Tiago

 

Após a visita, paramos o carro num estacionamento público no centro de Estremoz e subimos até a parte da cidade amuralhada, onde fica o castelo. É bonitinho, mas depois de visitar Monsaraz, preciso ser sincera, você não se impressiona muito, rs. Estava tudo bem vazio, tiramos umas fotos e descemos até o Largo Gadanha, onde há umas construções históricas e uma fonte linda e enorme, toda em mármore. Aliás, mármore é mato por lá, tem em todo lugar, muito lindo.

Após essa breve caminhada, já era hora de almoçar, né? Nossa escolha, como disse, já veio mentalizada (felizmente!) desde muito antes: a Mercearia Gadanha. O lugar tem esse nome por, além de ser um restaurante surreal, vender muiiitos vinhos, queijos, pães, embutidos e outras iguarias típicas alentejanas. Tem uma decoração fofa, e as mesas ficam espalhadas no meio do mercado e da adega, de forma que você pode ir namorando os vinhos e produtos, o que só aumenta a vontade de comer e beber tudo! Sobre o restaurante, que possui uma chef brasileiríssima, vou resumir dizendo que foi a nossa melhor refeição no Alentejo! Comemos pães e azeite (claro), queijo de cabra, os melhores e mais cremosos croquetes que já provei (nem os que comemos na Espanha ganham desses), um prato lindo e gostoso de morrer e uma sobremesa de chocolate dos deuses! Ah, teve vinho e cerveja acompanhando também, mas só pra acompanhar mesmo, pois os 50km de volta ainda nos aguardavam, com o último pit stop do dia lá em Évora, a Vinícola Cartuxa. Fotos e fotos da Mercearia na sequência, sendo as últimas da Vinícola Cartuxa, onde, infelizmente, não rolou visita por incompatibilidade com os nossos horários, mas rolou comprinhas de vinhos, é claro.

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Gostaria de finalizar dizendo: se você se interessou pelo Alentejo, vá! Mas vá com certeza, pois é muito mais lindo ao vivo. E tente chegar antes que fique muito turístico, se possível. Foi certamente uma das melhores viagens que já fizemos: paisagens lindíssimas, tranquilidade, povo acolhedor, ótimos vinhos, comida sensacional e preços muito razoáveis para a Europa (até para o Brasil viu?). Amamos e esperamos retornar um dia. Agora vou parar de escrever e abrir um vinho que veio na mala. Deu saudades…

  • Ah, só um p.s.: aguardem um pouquinho, pois para encerrar esse mini-roteiro ao Alentejo (nem tão mini assim, hehe), vai ter vídeo reunindo os melhores momentos da viagem!!!   

Precisamos falar sobre o Alentejo – Parte II: Monsaraz

Segundo dia de viagem e nosso destino nessa manhã de segunda-feira seria o que nos faria apaixonar de uma vez por todas pelo Alentejo: a (quase) deserta, bucólica, pequenina, bem preservada e lindíssima Vila de Monsaraz. Foi, sem dúvida, uma das vilas mais charmosas em que já botamos os pés.

Saímos de Évora por volta das dez horas da manhã, e os 50km percorridos até Monsaraz já foram de suspiros e mais suspiros: inúmeros vinhedos pelo caminho, o sol gostoso de outono sobre as folhagens secas, pequenas herdades (fazendas), animais pastando pelo campo… Aquele tipo de paisagem que te descansa, só de olhar. A vila de Monsaraz é uma freguesia da cidade Reguengos de Monsaraz, enquanto esta possui cerca de onze mil habitantes, a vila não chega a mil, estando localizada no topo de uma colina, e de onde se tem as mais belas vistas do Alentejo Central. Quem disse isso? Eu mesma, rs. Pra tentar expressar um pouco da beleza desse lugar, aí estão as fotos, que não me deixam mentir, é lindo demais da conta!

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Dicas de onde comer na Vila de Monsaraz? Só posso dizer que por volta das 13h00, extasiados com tanta beleza, bateu uma vontade de brindar à vida olhando essa paisagem, foi quando sentamos no Restaurante Xarez e pedimos duas taças de vinho e algumas tapas para forrar o estômago.

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Varanda do Restaurante Xarez

Acontece que eu, que achava já ter visto beleza demais pra um dia só, mal sabia o que nos aguardava ainda… Tinha em mente, antes mesmo de sairmos do Brasil, conhecer um hotel localizado aos pés do monte de Monsaraz, desde que vi uma foto da Ana do blog Do Pão ao Caviar, nesse lugar, pois ela fez um passeio de bike incrível pelo Alentejo! Na verdade, trata-se de uma herdade do século XIX que foi transformada em um hotel 5 estrelas, inaugurado no primeiro semestre de 2016. E como no site havia a informação de que era possível agendar uma degustação de vinhos lá (sim, eles também produzem vinhos), peguei o celular e liguei, ali mesmo enquanto estávamos no Xarez. A atendente do hotel foi super simpática e disse que eles poderiam nos receber às 15h00, perguntou se queríamos uma tábua de queijos e enchidos para acompanhar a prova dos vinhos e, claro, respondemos que sim (obrigada, Deus, por me fazer tão gulosa, pois a tábua era surreal de boa!). E então, preparados para conhecer o hotel mais lindo em que já fui na vida? Pois bem, sejam bem-vindos ao São Lourenço do Barrocal.

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Alguns detalhes de como foi nossa visita: a prova de vinhos foi sublime, com queijos e enchidos deliciosos, valeu muito mais do que os 15€ por pessoa (sem a tábua custava 10€, mas, vai por mim, não dispense a tábua!). Degustamos os três vinhos produzidos lá, um branco, um tinto e um tinto reserva.

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Antes da prova, a moça que nos acompanhou, primeiro nos levou para um passeio na herdade, contando a história do lugar, em seguida, nos mostrou o local onde o vinho é fermentado, de forma bem tradicional, em tanques de alvenaria e, ao lado, pudemos conhecer a adega, onde o vinho matura em barris de carvalho.

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Eu perguntei sobre a possibilidade de conhecer algum dos quartos do hotel e a atendente foi super solícita dizendo que sim, seria possível! Após a prova, ela nos apresentou o quarto padrão e uma das casas em que também é possível se hospedar em família ou grupo de amigos, com sala, cozinha e dois quartos com suíte. Fiquei impressionada com o design e decoração de tudo, faz muito o meu estilo, uma união entre a história do lugar, a rusticidade de uma fazenda, sem deixar de lado a modernidade e o conforto.

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Também conhecemos o bar e o restaurante do hotel, que é aberto a não hospedes. Outra coisa legal é que eles possuem uma loja repleta de produtos locais, artesanato, roupas, produtos de casa, vinhos, outras bebidas e azeites (esqueci de dizer, eles também produzem azeite, estavam engarrafando quando chegamos na adega, mais fresco impossível).

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Vocês devem estar se perguntando: e os preços das diárias? Achei bem razoáveis para o que é oferecido! Cerca de 180€ a diária no quarto padrão, vale muiiiito para uma data especial (lua-de-mel ♥!) e, acredito eu, que dois dias lá já me fariam descansar horrores. Agora entenderam por que amei tanto o São Lourenço do Barrocal? Tomem nota: ainda voltarei para ficar hospedada!

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Porto Alegre: A Capital do Beba Local!

Depois de alguns dias em Gramado, Canela e Vale dos Vinhedos, rumamos para a capital gaúcha. Assim que chegamos em Porto Alegre, devolvemos o carro alugado no aeroporto, que fica muito próximo do Bairro Moinho de Ventos (cerca de 6km), para onde fomos de Uber, nosso principal meio de transporte durante a estada por lá. Ficamos hospedados no Ibis Moinhos de Vento, que possui ótima localização e bom custo-benefício (cerca de 150 reais a diária, reservando pelo Le Club da Accor).

Bairro Moinho de Ventos

O bairro é lindo, arborizado, tem um parque bem grande de mesmo nome, prédios bacanas, que se alternam com algumas construções antigas restauradas, e que hoje abrigam lojas, bares e restaurantes, especialmente no entorno da rua Padre Chagas, o miolinho do Moinhos de Vento. Como chegamos no domingo, o lugar nos lembrou um pouco o vai-e-vem de Palermo Soho, em Buenos Aires, mas com um quê a mais de “ver e ser visto” da burguesia gaúcha rs. Gostamos de nos hospedar lá, mas acredito que num retorno a Porto Alegre, nossa opção será a Cidade Baixa: mais bagunçadinha, mais alternativa, mais cervejeira e com preços mais amigos.

MaltStore: foi o primeiro lugar onde sentamos em POA, é uma loja de cervejas muito bonita, tem uma varanda/deck na frente, e além de ter inúmeras garrafas à venda, para levar ou beber por lá, serve algumas opções on tap (acho que cerca de seis, oito torneiras). Atendimento meio lento e não muito simpático, preços salgadinhos. Bebemos apenas dois chopes e…. bora bater perna.

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20barra9: Desde o dia em que eu vi a foto do hambúrguer deles no IG dos Destemperados, eu sabia que iria comer o bendito (já falei que sou louca por hambúrguer? Já, mas vou repetir rs). O lugar, que parece estar super na moda, estava lotado e o esquema era: pegue sua ficha no caixa, faça seu pedido e pegue no balcão. Mais uma vez, preços salgadinhos (Corona por 11 reais, oi???), mas o hambúrguer, meu irmão, compensou a Coronita! WTF hambúrguer! Ficou no meu top 1, junto com o ZDeli, de São Paulo. Ah, desculpem, aqui não tinham cervejas especiais, mas eu precisava falar sobre esse hambúrguer ♥.

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Churrascaria Komka: ir a POA e não visitar uma churrascaria é sacrilégio, né? Pois lá fomos nós, tendo escolhido a Komka pela notícia de que tem uma carta de cervejas razoável e preço convidativo, além de ser bastante elogiada. Ela não fica exatamente no Bairro Moinhos de Vento, mas bem próximo de lá. Fomos na segunda à noite e, gente, o lugar estava lotaaaado! Bom sinal, pensamos. O ambiente é bem tradicional, familiar e sem frescuras. Comemos realmente muito bem (são muiiiitas opções, faltaram uns companheiros glutões pra gente pedir mais itens do cardápio e dividir), e a carta de cervejas é até grandinha, viu? Optamos pela pilsen da Cervejaria Abadessa (beba local, né?!), que vem envasada numa garrafa tipo “growler”, de um ou dois litros, e a gente nunca tinha visto isso, muito legal! Lógico que perguntei se podia levar a garrafa pra casa, mas o garçom disse que era retornável, rs. Enfim, gostamos muito da Komka, que se mostrou uma ótima opção ao unir cervejas especiais e o tradicional churrasco gaúcho.

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  • Cidade Baixa

Foi nessa bagunça que a gente se encontrou, hehe! A gente flerta bem como esse caos de centrão e boemia (#maletalovers, belorizontinos entenderão), e a Cidade Baixa é isso aí: bagunçadinha, com um mix de público interessante circulando pelas ruas, opções para todos os gostos e bolsos.

Locals Only: o nome da casa já avisa: apenas cervejas locais. Decoração super descolada, atendimento muito, muito atencioso mesmo. Passeamos gostosamente pela seleção de cervejas on tap (cerca de treze), bem tiradas e bem explicadas pelo pessoal da casa, e do enxuto cardápio de petiscos, resolvemos pedir uma pizzeta de cogumelos. Gente, que delícia! Bota muita pizzaria famosa por aí no chinelo.

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Penz Bier: taí o lugar de onde a gente sente falta toda semana! Gauchada cervejeira do Instagram, toda vez que vemos foto de vocês no Penz, rola uma pontinha de inveja rsrs. O Penz é vizinho de lado do Locals, possui cerca de 15 torneiras, algumas cervejas em garrafa, cardápio com destaque para os hambúrgueres (alguém falou hambúrguer???) e atendimento lindo de morrer. Fomos duas vezes, no horário do almoço, quando aderimos à promoção do combo hambúrguer+pint (preço ótimo!) e, no mesmo dia, voltamos à noite (será que a gente gostou?). Resumo da ópera: comemos burguers deliciosos, destaque para o que leva cogumelos e mostarda dijon, bebemos muiiito bem por preços justos e, anotem essa, fizemos uma das melhores harmonizações que já provamos na vida – Bodebrown Wee Heavy Amburana + brownie de chocolate com sorvete de creme – uma coisa de louco essa sobremesa do Penz, a cerveja dispensa comentários e a combinação ficou dos céus! De nada pela dica.

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Apolinário: a Rafa de Conti, uma gaúcha querida que conhecemos pelo Instagram (sigam também @rafadeconti), nos encontrou lá no Penz Bier e depois nos levou para conhecer o Apolinário. O bar é um clássico da Cidade Baixa, existe desde 2006, tem ambiente bem tradicional, instalado numa casa antiga, e uma carta de cervejas considerável, com algumas opções on tap. Se você gosta de clássicos, tanto quanto nós, não deixe de ir!

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Fonte: Viajante Cervejeiro
  • Centro:

Mercado Público de Porto Alegre: sempre que viajamos para uma cidade diferente, gostamos de conhecer o mercado local. Tá bom que o Mercado Central de BH é difícil de superar #cofcof, mas uma uma das melhores formas de se conhecer a cultura de um lugar é por meio das comidas, bebidas e artesanato, e os mercados municipais normalmente reúnem tudo isso. O Mercado Público de Porto Alegre é bem simático, passamos rapidamente por lá e os destaques cervejeiros foram: Empório 38, uma loja de bebidas com vastas opções de cervejas nacionais e importadas (e boas promoções!), e o Essencial Banca 83, um bar onde sentamos um pouquinho, pedimos uma tábua de degustação de cervejas especiais (seis ou sete chopes locais, eu acho), e comemos também um petisco deliciosos de salsichão com queijo e batatas, tudo entrelaçado (esse aí da foto!). Valeu demais o passeio pelo Mercado Público!

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Cocina 640o Centro de Porto Alegre não nos pareceu muito turístico e como fomos numa segunda-feira, várias opções culturais estavam fechadas. Depois de visitar o Mercado e andar mais um pouco, nas proximidades do Theatro São Pedro, paramos no Cocina 640. Vi essa dica no site dos Destemperados e o lugar realmente é bem legal, destaque para a decoração moderna e super descolada. Serve um pouco de tudo: cafés especiais, sanduíches, pratos, sobremesas etc.. O Thiago pediu um sanduba e um chope artesanal (havia 2 opções) e eu traí o time, resolvi fazer a “phyna” e pedi um espumante da Casa Valduga, para acompanhar uma cheesecake com calda de frutas vermelhas, uma das minhas sobremesas prediletas! Foi mal, amor, me dei melhor nessa, hehe!

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  • DICAS FINAIS

Pessoal, Porto Alegre tem muitas opções de lugares pra beber cervejas boas! Especialmente as locais, o que é uma coisa linda de se ver. A gente queria ter ido em bem mais lugares, mas nossa passagem foi curta e esperamos voltar. Pra vocês terem uma ideia, uma das razões pela qual escolhemos nos hospedar no Ibis Moinhos era por ele estar bem próximo do BierMarkt Vom Fass (um dos bares cevejeiros mais famosos do Brasil), mas não conseguimos conhecer o bar 😦 

Deixo aqui um rol de lugares que não visitamos, mas que estão na mira (e no mapa acima!): Quentins, Sobrado Bolicho Cervejeiro, Solar da Coruja, Lagom Brewpub, Bierkeller, Heilige Brewpub, Hidden Brewpub e por aí vai… O Edson, Viajante Cervejeiro, também fez uma listinha bem legal de bares imperdíveis em Porto Alegre.

Espero que tenham gostado das dicas! Comentem, opinem, nos deem mais dicas… Enfim, pegue o seu copo e fique à vontade, o bar é nosso, e esse mundão de meu Deus também 🙂